segunda-feira, julho 25, 2005

Não é que deseje de facto distância. Talvez seja a minha forma de restauro, talvez seja a minha forma de descobrir a falta que me fazes, ou talvez simplesmente, seja a necessidade de me isolar para me definir.

quinta-feira, julho 21, 2005

quarta-feira, julho 20, 2005

Aceitar é dar-me conta de que és quem és. Pode ser que não seja capaz de te entender, talvez tão pouco te compreenda. No entanto, se te aceito, poderei não te avaliar, não partilhar contigo, mas não pedirei que mudes, que te modifiques.

Aceitar-te poderia ser: «Não gosto da tua atitude, incomoda-me a tua forma de ser ou de pensar, não quero partilhar coisas com a pessoa que tu és, vai-te embora ou então vou eu. Mas não te peço que mudes, pelo menos não para mim, não para me conservares, não para permaneceres comigo. Continua a ser quem és e, se quiseres, procura quem te queira assim, tal como tu és. Porque te aceito, afasto-te de mim.»

Não quero que mudes. Não para mim. Quero aceitar-te como és, ainda que este seja o caminho que nos separe.

Prefiro que te afastes de mim por eu ser como sou a que permaneças comigo para me mudar.

De qualquer forma, se puder escolher, escolho que me aceites para ficar, escolho aceitar-te e ter-te perto, tão perto como agora que partilho contigo os meus delírios e que te sinto aqui ao meu lado.

terça-feira, julho 19, 2005

Dói-me a tua tristeza.
Dói-me o teu afastamento.
Mas o que mais me dói é o teu silêncio...
Sentir que te escondes de mim.
Que estás por trás dos teus «não sei».
Que te busco e já não estás.

Precisas de uma desculpa para te separares de mim?
Sem ti, cansa-me até jogar às escondidas, cansa-me saltar obstáculos, cansa-me brigar com o teu orgulho, cansa-me bater à porta que ambos queremos que se abra e tu manténs fechada.

Não creio na tua confusão mas sim nos teus freios.
Não creio no teu «tempo» mas sim no teu orgulho.
Não creio no teu ódio mas sim na tua frustração.
Não creio no teu comportamento mas sim no teu sentir.
Sinto-me como o cego «que agita o seu lenço chorando sem se dar conta de que o comboio faz já tempo que partiu...»

Vem! Abre! Fala! Luta!
Que eu estou aqui!

segunda-feira, julho 18, 2005


Era uma vez um aldeão gordo e feio
que se tinha apaixonado (porque não!)
por uma princesa formosa e loira.
Um dia, a princesa (vá-se lá saber porquê?!)
deu um beijo ao aldeão feio e gordo...
E magicamente, este transformou-se
num príncipe esbelto e bem parecido...
(Pelo menos, ela via-o assim.)
(Pelo menos, ele sentia-se assim.) Posted by Picasa

domingo, julho 17, 2005

Quando procuro,
quando tento,
quando me pressiono,
quando me obrigo,
quando me imponho...
Então dou-te mais, talvez muito mais, mas não te dou melhor.

O melhor de mim,
o mais belo de mim,
o mais construtivo de mim...
é o que quero dar-te,
o que me surge sem esforço.

O melhor que te posso dar de mim é o que te quero dar.
O melhor que me podes dar de ti é o que me queres dar.
Não quero o mais.
Quero o melhor.
Se eu pudesse escolher os meus sentimentos em relação às pessoas que me rodeiam, escolheria apaixonar-me com toda a intensidade de que sou capaz.

Escolheria que, na altura em que essa paixão diminuísse, debaixo dela crescesse o sentimento.

Escolheria que nem eu nem o outro nos assustássemos com o desaparecimento da paixão e que soubéssemos enfrentar-nos com a mudança da intensidade para a profundidade.

Escolheria que esse sentimento fosse amor e não somente desejo.

E, finalmente, escolheria que se desse a possibilidade de voltar a apaixonar-me, de vez em quando, pela pessoa que amo.

segunda-feira, julho 04, 2005


Solidão não é a falta de alguém para conversar, namorar, passear... isto é carência.
Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar... isto é saudade.
Solidão não é o retiro voluntário que nos impomos às vezes, para realinhar os pensamentos... isto é equilíbrio.
Solidão não é o vazio que sentimos por não ter alguém ao nosso lado... isto é circunstância.
Solidão é muito mais que isto...
Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa Alma...
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sexta-feira, julho 01, 2005


Há alturas em que só se consegue ouvir o silêncio.
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segunda-feira, junho 27, 2005


- Quem és tu? - perguntou o principezinho. - És muito linda...
- Sou uma raposa - respondeu a raposa.
- Anda brincar comigo - propôs o principezinho. - Estou tão triste...
- Não posso brincar contigo -respondeu a raposa. - Não tenho intimidade contigo.
- Ah!, desculpa - disse o principezinho.
Mas, depois de reflectir, continuou:
- Que significa «ter intimidade»?
- É uma coisa demasiado esquecida - explicou a raposa. - Significa «ter relações de proximidade».
- Ter relações de proximidade?
- Sim - confirmou a raposa. - Para mim, tu não passas de um rapazito semelhante a cem mil outros rapazitos. Não preciso de ti. E tu também não precisas de mim. Para ti, eu sou uma raposa semelhante a cem mil raposas. Mas se tiveres intimidade comigo, precisaremos um do outro. Tu serás, para mim, único no mundo. E eu serei, para ti, única no mundo...

Saint-Exupéry, in O Principezinho
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sexta-feira, junho 03, 2005

Me deixe sim
Mas só se for
Pra ir ali
E pra voltar.

Me deixe sim
Meu grão de amor
Mas nunca deixe
De me amar

Agora as noites são tão longas
No escuro eu penso em te encontrar
Me deixe só
Até a hora de voltar

Me esqueça sim
Pra não sofrer
Pra não chorar
Pra não sentir

Me esqueça sim
Que eu quero ver
Você tentar
Sem conseguir

A cama agora está tão fria
Ainda sinto o seu calor
Me esqueça sim
Mas nunca esqueça o meu amor

É só você que vem
No meu cantar meu bem
É só pensar que vem
Lá ra ra ra

Me cobre mil telefonemas
Depois me cubra de paixão
Me pegue bem
Misture alma e coração

Marisa Monte
Grão de Amor

terça-feira, maio 31, 2005


E o destino passa por mim
Como uma pluma caprichosa passa pelos olhos dum gato
Como o avião passa no céu do camponês
Como a cidade passa pelo convalescente que sai pela primeira vez
Nos olhos da mulher que não perdi nem ganhei...
Nos olhos que durante um segundo me compreenderam
E amaram
Na sua ternura quase insuportável
O destino passa...
No amigo que lentamente é puxado para o outro lado da razão
E um dia mergulha na sombra que trazia em si por resolver
O destino cumpre-se e passa
Na praia nocturna que as ondas visitam e deixam
Como as imagens que sem cessar me assaltam e abandonam
Na espuma que esmago contra a areia muito fria
Na mulher que me acompanha e comigo se perde na noite
Nos soluços de luz verde que um farol nos envia
O destino detém-se e passa
Na inesperada hora de felicidade vivida um pouco a medo
Como os amantes quando percorrem as ruas desertas dum jardim
Um pouco a medo
Como a breve noite de amor em que um homem se encontra e refugia
O destino demora-se e passa
Estou onde não devia estar
Mas basta
basta
basta...


Alexandre O'Neill
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segunda-feira, maio 23, 2005


Quando é que eu aprendo que não se deve fazer planos?
Se ao menos conseguisse ir vivendo o dia a dia, aproveitando os nossos momentos únicos...
Evitava dissabores.
E não estaria a pensar que fui eu quem deitou tudo a perder. Posted by Hello

quarta-feira, maio 18, 2005


Este é o tempo que passa e não apaga nunca esse toque suave dos olhos pousados no meu rosto, no meu corpo, na minha pele. Sinto as palavras que proferes, que murmuras e que me enchem de fantasia e brilham como sol. Ou como lua.
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quinta-feira, abril 28, 2005


Momentos são iguais àqueles
Em que eu te amei,
Palavras são iguais àquelas
Que eu te dediquei.

Eu escrevi na fria areia
Um nome para amar,
O mar chegou, tudo apagou,
Palavras leva o mar.

Teu coração, praia distante
Em meu perdido olhar,
Teu coração, mais inconstante
Que a incerteza do mar.

Meu castelo de carinhos
Eu nem pude terminar,
Momentos meus, que foram teus
Agora é recordar.
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terça-feira, abril 26, 2005


Quando estou longe de ti começo a sentir-me insegura, cheia de dúvidas. Receio que a paixão acabe, receio que te apercebas que não é isto que queres. Sinto-me vazia, sinto-me perdida. Por isso, quando voltamos a encontrar-nos fico distante, até perceber que ainda me amas. São defesas. Apenas isso.  Posted by Hello

quinta-feira, abril 14, 2005


«Partilha 15 minutos comigo e depois diz-me adeus ou obrigado, mas esses minutos foram os mais intensos de que disfrutaste».
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sexta-feira, abril 08, 2005


Sempre que sei que vou encontrar-te fico com receio do que possas dizer-me ou dos gestos que vais usar para me iludir. Pegas-me na mão e estremeço. Pausa e silêncio. Acabo por retirar a mão num gesto tosco de afastar uma madeixa do cabelo que nem sequer estava a tapar os olhos.
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quarta-feira, abril 06, 2005


Durante muito tempo estive dividida entre o desejo e o medo. Agora que assumi os medos posso desejar. Não significa que deixei de sentir um friozinho, mas é diferente porque posso esboçar sorrisos livremente... Posted by Hello

terça-feira, abril 05, 2005


Recuso-me a bater na mesma tecla. Tenho medo que o piano avarie. Posted by Hello