Que sorte a minha poder escrever o que penso e sinto. Se não fosse isso, sufocava, de certeza.
segunda-feira, novembro 17, 2008
domingo, novembro 16, 2008
Deixa-me estar no meu canto sem lágrimas, sem pesar, sem querer. Deixa o tempo passar por entre os dedos, por entre as horas, por entre lágrimas secas. Não é momento de olhar para trás para o que foi, para o que podia ter sido, mas de encarar um futuro que aí vem. Decisões e acções. Esse é o verdadeiro tempo. De que adianta esperar por um amanhã que não vem mais? A decisão é interna e é apenas isso que precisas ouvir. Escuta a tua voz interior. Que te diz? Que te fala? Que desejos e vontades te esconde? E te revela?Bom, talvez ainda não seja o momento. Sinto demasiada tristeza, um enorme vazio. Sinto-me cega, pois o caminho que estava à minha frente desapareceu. Por completo. Oculto na bruma, oculto por essas lágrimas que afinal não param de correr pelo meu rosto. E tudo tornam baço, e obscuro.
sábado, novembro 15, 2008
sexta-feira, novembro 14, 2008
Não me sacudam que estou cheia de lágrimas.quinta-feira, novembro 13, 2008
quarta-feira, novembro 12, 2008
As minhas asas

Eu tinha umas asas brancas,
Asas que um anjo me deu,
Que, em me eu cansando da terra,
Batia-as, voava ao céu.
— Eram brancas, brancas, brancas,
Como as do anjo que mas deu:
Eu inocente como elas,
Por isso voava ao céu.
Veio a cobiça da terra,
Vinha para me tentar;
Por seus montes de tesouros
Minhas asas não quis dar.
— Veio a ambição, co'as grandezas,
Vinham para mas cortar,
Davam-me poder e glória;
Por nenhum preço as quis dar.
Porque as minhas asas brancas,
Asas que um anjo me deu,
Em me eu cansando da terra,
Batia-as, voava ao céu.
Mas uma noite sem lua
Que eu contemplava as estrelas,
E já suspenso da terra,
Ia voar para elas,
— Deixei descair os olhos
Do céu alto e das estrelas...
Vi entre a névoa da terra,
Outra luz mais bela que elas.
E as minhas asas brancas,
Asas que um anjo me deu,
Para a terra me pesavam,
Já não se erguiam ao céu.
Cegou-me essa luz funesta
De enfeitiçados amores...
Fatal amor, negra hora
Foi aquela hora de dores!
— Tudo perdi nessa hora
Que provei nos seus amores
O doce fel do deleite,
O acre prazer das dores.
E as minhas asas brancas,
Asas que um anjo me deu,
Pena a pena me caíram...
Nunca mais voei ao céu.
[Almeida Garrett in As Minhas Asas]
terça-feira, novembro 11, 2008
segunda-feira, novembro 10, 2008
domingo, novembro 09, 2008
sábado, novembro 08, 2008
sexta-feira, novembro 07, 2008
Boquiaberta e amarfanhada
É uma incógnita.
Para mim, pelo menos é.
Revela-se um lado de alguém que me surpreende constantemente.
quinta-feira, novembro 06, 2008
O mais importante da vida
Estar com os amigos
I'm working on that and I'm almost
Almost
there...
quarta-feira, novembro 05, 2008
Because it's there
Se está lá e eu estou aqui, pá...
Algo deve ser feito para remediar a situação.
terça-feira, novembro 04, 2008
Há um ano atrás...
Senta-te, respira e com um lápis na mão, deixa vir um plano definido para realizar esse desejo.
Descreve todos esses passos no papel, valor, data, troca, e como.
Lê esse contrato, sente a posse do desejado a chegar.
Agora é hora de agir.
segunda-feira, novembro 03, 2008
Era uma vez um cavalo
Tinha orelhas espetadas
e a cabeça era feita de papel.
A correr
tra lá lá
A saltar
tra lá lá
Cavalinho não saía do lugar
tra lá lá
É mais ou menos assim que me sinto hoje.
Num lindo carrossel, ou melhor, num lindo circo.
As orelhas espetadas à espera de novidades.
A cabeça feita de papel, pelas burocracias.
E claro: a correr, a saltar e a não sair do lugar.
Respirar. Inspirar. Expirar. Inspirar. Expirar.
Tra lá lá.
domingo, novembro 02, 2008
Museus
Quando era criança estava sempre a visitá-los, com os pais, com a escola, com a colónia de férias...
Gostei.
Um programa diferente para um domingo à tarde.





