domingo, março 13, 2011

Diagnóstico pulsátil

Sexto fim de semana do curso de biossintese.

O tema deste fim de semana foi o Diagnóstico Pulsátil, incluidos num grupo mais amplo com todos os participantes em cursos de Biossíntese.

Tema interessante este... é sempre difícil fazer diagnósticos e podemos correr o risco de ficarmos presos a uma ideia que foi mal concebida...

A estrutura de carácter evidencia-se a partir dos nossos padrões corporais cronicamente rígidos, juntamente com as representações mentais, crenças e valores que sustentam esses padrões. Ela influencia a autopercepção física, a auto-estima, a auto-imagem e o intercâmbio com o ambiente.
A linguagem corporal possibilita-nos alcançar mais facilmente um nível mais profundo de conhecimento sobre a experiência de uma dada pessoa, do que o que pode ser obtido com a abordagem puramente verbal.
(Mas como fazemos isso? Essa é a parte mais interessante...)


Em Biossíntese olhamos para a história evolutiva do corpo, compreendendo o significado das suas camadas germinativas e o seu desenvolvimento, desde a concepção, em termos da morfologia dinâmica da pessoa. Analisamos e procuramos compreender esta pessoa, desde o seu processo formativo até às às estruturas corporais; da história da vida intra-uterina à morfologia dinâmica do corpo.
(Ok! começamos portanto com uma parte mais analítica,
integrando o que é dito com o que é evidenciado no corpo...)

O indivíduo é visto como uma unidade psicossomática. O que afecta a mente afecta o corpo, e o que afecta o corpo afecta a mente. As defesas psicológicas usadas para lidar com a dor e o stresse, tais como racionalizações, negação e supressão também estão ancoradas no corpo. E aparecem como padrões musculares que inibem a expressão. Esses padrões tornam-se inconscientes e passam a fazer parte da própria identidade da pessoa, impedindo que ela consiga modificar-se, mesmo que entenda a natureza do problema. Por isso, baseamo-nos na leitura corporal, ouvimos a história que a pessoa conhece e consegue contar e também deduzimos a história que ainda não conhece, a partir daquilo que o corpo mostra.
(Interessante mesmo foi partir para a prática...
E é sempre uma descoberta, e cada caso é um caso.
E fico com a sensação de que será sempre necessária muita supervisão,
para não fazer disparates.)
É o instinto em acção.

quinta-feira, março 10, 2011

Sobre as mudanças

Uma mudança ou transformação pressupõe uma alteração de um estado, modelo ou situação anterior, para um estado, modelo ou situação futuros, por razões inesperadas e incontroláveis, ou por razões planeadas e premeditadas. Mudar envolve, necessariamente, capacidade de compreensão e adopção de práticas que concretizem o desejo de transformação. Isto é, para que a mudança aconteça, é preciso sensibilizar as pessoas para ela.

Perceber a dinâmica das mudanças é uma necessidade. Viver actualizado é uma questão de sobrevivência e uma maneira de visualizar melhor o futuro, já que os novos tempos exigem uma nova postura de pensamento. As pessoas, naturalmente, lidam com a mudança de forma defensiva, com medo ou rejeição, na maioria das vezes. Porque essas transformações fazem com que a vida não seja um caminho linear que as pessoas percorrem livres e desimpedidas. Implica um descontrolo nas suas vidas.

É o caos antes do equilíbrio!

quarta-feira, fevereiro 09, 2011

Sobre a desmotivação

A desmotivação vem de mansinho instalar-se em todos os recantos...
Quando menos se espera, precisamos de um guindaste para nos içar da cama de manhã e uma catapulta para nos lançar na selva urbana. E o melhor é que seja um lançamento bem rápido, para não termos tempo de pensar o que está a acontecer.

domingo, fevereiro 06, 2011

Sobre a ansiedade

Quinto fim de semana do curso de biossintese.
O tema deste fim de semana foi a Ansiedade...
A ansiedade mais não é que a antecipação da mágoa, o medo de voltarmos a sofrer.
É algo que se passa ao nível do inconsciente e, por isso, nem sempre temos a noção de que estamos ansiosos
(e que temos realmente medo de algo, de alguém ou de alguma catástrofe que possa acontecer!)
Como já sofremos antes, quase que esperamos que isso volte a acontecer...
Ao longo dos anos, o nosso corpo, que tem pontos sensíveis que se contraem quando entramos neste estado de espera, vai criando o seu próprio mecanismo para alertar a consciência de que estamos a entrar nesta ânsia...
Pode ser simplesmente uma dor de barriga, ou costas tensas, mas o nosso corpo é realmente uma porta aberta para as emoções.
E haverá emoção mais primária que o medo, mascarado de ansiedade?

Há 3 grandes formas ou perfis no nosso Eu na forma de lidar com a ansiedade:
- O Dependente, que como o próprio nome indica, depende do que vem de fora, do outro, está sempre à espera de um milagre que faça desaparecer todas as situações de ansiedade. Vive em permanente Desilusão, porque se alimenta do que não é real - a ilusão!
- O Controlador, que tem medo de arriscar, pode até ter muitas oportunidades, mas vai deixando passar o momento, porque vive nos Se's e não concretiza, com medo de falhar. Vive isolado, não sente as emoções, porque não sabe lidar com elas, é mais fácil viver no intelecto!
- O Competitivo, é manipulador, quer ser sempre o vencedor, o líder, podendo vir a ser cruel. Se algo corre mal a nível emocional, não se deixa afectar adoptando a postura de que "também não quero!" ou "Eu nunca gostei de ti". Vive em função dele próprio e fechado numa couraça, pelo que é dificil chegar a ele.
Claro que isto são traços gerais e na prática cada um de nós tem um pouco de tudo.
A chave está no equilíbrio, por isso, é necessário perceber se não estamos a mascarar o que queremos, sentimos e fazemos...
Gostei do fim de semana porque deu para arrumar ideias, perceber mecanismos de defesa e portas que tenho abertas para a ansiedade. O plano está em colocar a atenção no funcionamento do meu aparelho digestivo.
Só assim posso cuidar de mim, nutrir-me e equilibrar-me...

sexta-feira, fevereiro 04, 2011

You gotta make your own kind of music

Sing your own special song
Make your own kind music
Even if nobody else sings along

domingo, janeiro 23, 2011

O contacto com o EU

Quarto fim de semana do curso de biossintese.

O tema deste fim de semana foi o contacto com o EU...

Confesso que foi um pouco confuso.
Demasiados conceitos, actividades e acabei por me perder um pouco na mensagem principal.

Ficaram porém 4 conceitos essenciais para o adulto no seu contacto com o EU, que se tocam constantemente:
- Presença / Dupla Presença - aperceber-me a todo o momento o que sinto, penso e quero e o que o outro sente, pensa e quer.
- Equilíbrio / Serenidade - manter as várias esferas de actuação em sintonia: sou mulher, irmã, filha, amiga, colega... desempenhamos muitos papéis (consciente e insconscientemente)
- Inteligência Emocional - auto-conhecimento, auto-domínio, auto-motivação, empatia e habilidades sociais
- Consciência / Limites - perceber os limites da minha consciência e alimentá-la espiritualmente. Este limite permite identificar o meu campo de actuação e até onde os outros podem entrar. É uma espécie de escudo protector, ou manto de invisibilidade ;)

terça-feira, janeiro 11, 2011

2ª Resolução de Ano Novo

Dar voz às minhas ideias e opiniões :)
Fazer-me presente.

terça-feira, janeiro 04, 2011

1ª Resolução de Ano Novo

Fazer o que me compete e aprender a dizer Não!

sábado, janeiro 01, 2011

Resoluções de Ano Novo

Este ano decidi que não vou tomar resoluções de Ano Novo.
Ao longo do ano, as resoluções irão surgir naturalmente e aí só tenho de as tornar conscientes :)

sexta-feira, dezembro 31, 2010

Lema de vida

"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo, e que posso evitar que ela vá a falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

Pedras no caminho? Guardo todas. Um dia vou construir um castelo"

domingo, dezembro 12, 2010

As emoções - Parte 2

O porquê do post anterior...
Terceiro fim de semana do curso de biossintese.

O tema deste fim de semana foi a couraça visceral ou, de uma forma mais genérica, as emoções...
E que tal?
Ora...
Falar de emoções...
sentir emoções...
reconhecer emoções...
utilizar emoções que não se costumam utilizar...
Foi puxado e bom e mau e assim assim e não sei e talvez
isso é que foi!
pois
continuo a ter muita dificuldade em demonstrar raiva!
abertamente, né?
Tens de explodir!
pois vai acumulando, acumulando até BUM!
não podes acumular.
Despejas logo e pronto! Já tá!
pois a questão é conseguir despejar logo
assim que começares a sentir "comichão" fala!
pois isso é fácil para quem já faz isso, não é a minha natureza falar
por isso é que acumulo
mas agora que estás mais desperta para isso, é só dares o passo seguinte, verbalizar!
claro claro
é só
fácil!
acho que esse curso vai fazer-te muito bem em termos pessoais, não achas?
acho que sim, até porque está a fazer salientar aspectos que depois posso ver com pormenor.
Tem a parte vivencial que me ajuda a falar
sim, isso é muito positivo realmente
:)

As emoções - Parte 1

Todas as pessoas têm uma história registrada no corpo. As nossas vivências e emoções reprimidas vão provocando desequilíbrio que se vai enraizando profundamente no corpo como couraças. 
(Para Reich, couraça é uma espécie de armadura de tensão que impede o fluxo energético e biológico.)

A couraça forma-se como uma defesa contra os perigos do mundo externo e interno. A criança chega a este mundo livre e solta, mas é totalmente dependente de outros que não a compreendem, assim começam os primeiros traumas, as primeiras impressões vão-se formando, e pouco a pouco vão definindo o caráter. Há um grande medo do desconhecido, da diferença. Não é possível mais sentir-se uno, integrado a tudo e a todos.
(Segundo Reich a couraça muscular do carácter é precisamente a soma das não liberdades da pessoa, resumo de tudo que pretendeu fazer e lhe foi proibido, de tudo que ela não pretendia e lhe foi imposto.)

O desejável é o que Reich denomina de o Homem Orgástico. O homem orgástico é totalmente livre de couraças, é um canal aberto para a energia cósmica, é um ser pleno e vibrante é pura potência. O Poder é fruto do ego do sentir-se diferenciado; a potência é a capacidade total do homem, e a capacidade de um não limita a de outro, é possível a todos manifestar essa potência total.

A couraça impede a pulsação e a vibração do corpo. A energia não flui facilmente e posteriormente todo o corpo fica tenso, envelhece e adoece. Hoje vivemos uma “simpaticotonia crónica”
(excitação do sistema nervoso simpático),
resultante do excesso de solicitações e exigências: de trabalho, de atenção, de conhecimentos inesgotáveis de tudo que ocorre ao redor do mundo; estas exigências não nos deixam relaxar, expandir e ter prazer
(ação do sistema parassimpático),
esta excitação do simpático forma e mantém a couraça
(e sustenta a neurose).

A couraça impede de sentir e de se expressar livremente. O homem torna-se semelhante a uma pedra
(fria, imóvel).
Ao desfazermos as couraças, ocorre gradualmente uma nova estruturação da personalidade.
(Hmmm...)




domingo, novembro 21, 2010

A adolescência

Segundo fim de semana do curso de biossintese.

O tema deste fim de semana foi a adolescência.
(ui!)

sexta-feira, novembro 05, 2010

Polaridade

Há alturas em que ando de um pólo para o outro.
Será que se eu andar no meu VW Polo resolvo a questão?
Não custa tentar.
O máximo que pode acontecer é querer ir para o Porto e ir parar a Faro.

quarta-feira, novembro 03, 2010

Me and Mr Bublé finally met :)

Se não fosse o bilhete na mão, acharia que tinha sonhado com Mr Bublé, um entertainer e músico simplesmente espectacular...
Fica a reportagem da SIC, ainda que nada se compara com a emoção de ter estado lá!
Com risos, gargalhadas, lágrimas, arrepios e muita dança.
O final foi para mim genial. A cereja no topo do bolo: silencio das 12 mil pessoas para ouvir um Michael Bublé a capella (sem micro!) e uma projecção de voz incrível.

sexta-feira, outubro 29, 2010

Das Buch vom Es

Encontrei finalmente o livro que procuro há já tantos anos.
O Livro Disso
(tradução livre)
é um dos mais fabulosos livros alguma vez escrito sobre a essência que nos faz realmente viver, que nos torna naquilo que realmente somos.

Georg Groddeck, nascido na Alemanha do final do século XIX, desde muito cedo acompanhou o trabalho do muito célebre Sigmund Freud.
(há quem o considere até o pai da psicanálise!)
De facto, este livro, que escreveu ainda antes de Freud falar do ID
(ou inconsciente)
 foi um marco para os escritos do próprio Freud.
(na palavras deste psicanalista)

O livro é composto por Cartas que Groddeck, assumindo o papel de psicoterapeuta de nome Patrik Troll, vai escrevendo a uma paciente, explicando a importancia do "Isso"
("Es" em alemão ou "It" em inglês)
na construção do eu.

Ainda agora comecei mas é simplesmente maravilhoso!
E claro que o livro esteve este tempo todo debaixo do meu nariz.
Provavelmente...
(Obviamente...)
só agora estou realmente preparada para o ler...

If we like, we can think of life as a masquerade at which we don a disguise, perhaps many different disguises, at which nevertheless we retain our own proper characters, remaining ourselves amidst the other revelers in spite of our disguise, and from which we depart exactly as we were when we came. Life begins with childhood, and by a thousand devious paths through maturity attains its single goal, once more to be a child, and the one and only difference between people lies in the fact that some grow childish, and some childlike.

terça-feira, outubro 26, 2010

Danças escocesas

Rendi-me às danças.
Escocesas :)
Entre pulinhos e saltinhos, volto a ser criança.
Redescobrir a criança que há em mim.
E até tenho jeito.
1 2 3
1 2 3
Moinho
Rodopia
Vai atrás
e vem à frente
Troca de par
Recomeça
1 2 3
1 2 3

domingo, outubro 24, 2010

Cuidar da criança interna

Primeiro fim de semana do curso de biossintese.
Adorei!
O tema deste fim de semana foi a criança interna e a construção do eu.

O curso é muito vivencial.
Começámos por olhar a criança interna, a perceber como era esta criança, que vivencia teve, a relação com os pais e principalmente com a mãe.
Parecia uma brincadeira: uns eram as mães os outros os filhos e depois trocámos.

Foi bom para contactar a minha criança e ao mesmo tempo perceber como eu serei como mãe.
As influências da minha mãe...
(ai ai)

Foi também importante para perceber o que eu esperava (enquanto criança) do que devia ser uma mãe.
É interessante como as crianças têm as suas expectativas
(sem dúvida)
e como essas se mantêm ainda em adultos.

Foi complicado chegar à conclusão que a minha criança interna é que está a cuidar da minha adulta e não o contrário. O que também diz muito de mim: enquanto criança sempre tive a sensação de que tinha de cuidar de todos, principalmente quando a minha avó veio viver connosco.

No domingo estivemos a olhar a construção do eu e aí falámos das fases do desenvolvimento, desde a concepção até aos 7 anos.
(isso é mais sereno e giro.
Gosto muito de psicologia do desenvolvimento,
gostava de saber mais e de me relembrar o que aprendi...)

Num ambiente tranquilo de jardim (aproveitámos o bom tempo para trabalhar ao sol), fizémos um exercício de reflexão individual de como tinha sido o nosso processo de desenvolvimento, até à adolescência. Depois foi partilha a dois. Sempre com o objectivo de perceber / descobrir que recursos ganhámos ao longo desse processo e que ainda hoje usamos por nos terem permitido construir o nosso eu.
(isso é realmente muito vivencial;
conseguiste "operacionalizar" isso?
É que traduzir isso tudo para palavras é que é complicado)

Pois... tive alguma dificuldade...
Mas o facto de fazermos exercícios com o corpo ajudou-me a pôr fora as emoções e a partir daí racionalizar.

Na parte da tarde de domingo fizémos massagens,
(massagens, estou a ver... rico curso)
ferramenta muito útil para perceber onde acumulo a tensão. Em psicoterapia somática cada sítio do teu corpo conta uma história.

No final fizémos uma massagem guiada - a massagem dos elementos - por fases.
Enquanto nos fazem a massagem (com movimentos próprios para cada fase) quem está a ser massajado vai respondendo a uma questão para ir integrando (usa-se muito esta palavra da integração) no nosso corpo as conclusões a que a nossa mente já chegou.

Saí de lá FELIZ! E leve :)
E com uma missão: a de cuidar da minha criança interna.

quarta-feira, outubro 20, 2010

E se de repente

alguém lhe oferecer...
(flores?)
uma massagem?
Isso é
(impulse)
fantástico!